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13/07/2026

Ultrassom 1 MHz x 3 MHz: Qual a Diferença e Quando Usar

Guia de protocolo · Ultrassom terapêutico

1 MHz ou 3 MHz: qual frequência escolher?

Depois de entender o que é o ultrassom terapêutico e como ele funciona, o próximo passo é saber escolher a frequência certa. A diferença entre 1 MHz e 3 MHz nóo é apenas técnica — ela define se o tratamento atua em estruturas profundas ou em camadas mais superficiais da pele.

1 MHz 3–5 CM · MUSCULAR / ARTICULAR
3 MHz 1–2 CM · DERME / TECIDO ADIPOSO

Por que a frequência muda a profundidade

Quanto maior a frequência, maior a atenuação — a onda perde energia mais rápido e penetra menos. Corte transversal da pele, com a profundidade de alcance de cada frequência:

epiderme derme tec. adiposo tec. muscular 0cm 2cm 3cm 5cm 1 MHz 3 MHz
1 MHz
 
 

3–5 cm

3 MHz
 
 

1–2 cm

1 MHz — alcança músculo e articulação 3 MHz — concentra na derme e gordura

Frequência por frequência

Profundidade e indicações de cada uma

A escolha começa pela estrutura que você quer alcançar. Cada frequência tem uma faixa de uso consolidada na prática clínica.

1 MHz 3–5 cm

Escolha padrão na fisioterapia — a onda alcança estruturas musculares e articulares mais densas.

  • Tendinopatias crônicas e agudas
  • Contraturas musculares e fibroses profundas
  • Lesões ligamentares e inflamação articular
3 MHz 1–2 cm

A energia é absorvida mais rápido nas camadas superficiais — derme e tecido adiposo subcutâneo.

  • Gordura localizada
  • Fibroedema geloide (celulite)
  • Pós-operatório: equimoses e prevenção de fibrose

Lado a lado

Comparativo rápido

Critério 1 MHz 3 MHz
Profundidade de ação 3 a 5 cm 1 a 2 cm
Tecido-alvo Muscular e articular profundo Derme e tecido adiposo subcutâneo
Uso mais comum Fisioterapia musculoesquelética Estética corporal e dermatofuncional
Exemplos Tendinopatias, contraturas, fibroses profundas Gordura localizada, fibroedema geloide, pós-operatório

Na prática

Como decidir qual frequência usar

A escolha depende de dois fatores: a profundidade da estrutura a tratar e o objetivo do protocolo. Estruturas musculares e articulares profundas, ligadas à fisioterapia ortopédica, pedem 1 MHz. Protocolos estéticos corporais, voltados à pele e ao tecido adiposo, pedem 3 MHz.

Não é uma regra fechada: há exceções, como o uso de 3 MHz em estruturas superficiais na fisioterapia — tendões de mãos e punhos, por exemplo — e o uso pontual de 1 MHz em protocolos estéticos voltados a estruturas mais profundas.

Vale ter um equipamento com as duas frequências?

Para clínicas que atendem fisioterapia e estética, ou que querem ampliar o leque de protocolos sem multiplicar equipamentos, a solução mais prática é um aparelho com as duas frequências no mesmo transdutor — como o Sonopulse III. A clínica decide a frequência no momento do atendimento, sem depender de dois equipamentos separados.

Ver Sonopulse III →

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Sim. Embora 1 MHz seja a escolha padrão para estruturas profundas, 3 MHz é indicado quando a estrutura-alvo é superficial, como em pequenas articulações de mãos e punhos.

É menos comum, mas pode ser indicado em protocolos pontuais voltados a estruturas mais profundas. Na maioria dos protocolos estéticos corporais, 3 MHz é a frequência recomendada.

O principal risco não é de segurança, mas de eficácia: usar 3 MHz em uma estrutura profunda, ou 1 MHz em uma superficial, reduz a chance de a energia atingir o tecido-alvo.

Sim. Opera nas duas frequências, 1 e 3 MHz, no mesmo equipamento — permitindo atender fisioterapia e estética corporal sem precisar de dois aparelhos diferentes.

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