Ultrassom 1 MHz x 3 MHz: Qual a Diferença e Quando Usar
Guia de protocolo · Ultrassom terapêutico
1 MHz ou 3 MHz: qual frequência escolher?
Depois de entender o que é o ultrassom terapêutico e como ele funciona, o próximo passo é saber escolher a frequência certa. A diferença entre 1 MHz e 3 MHz nóo é apenas técnica — ela define se o tratamento atua em estruturas profundas ou em camadas mais superficiais da pele.
Por que a frequência muda a profundidade
Quanto maior a frequência, maior a atenuação — a onda perde energia mais rápido e penetra menos. Corte transversal da pele, com a profundidade de alcance de cada frequência:
3–5 cm
1–2 cm
Frequência por frequência
Profundidade e indicações de cada uma
A escolha começa pela estrutura que você quer alcançar. Cada frequência tem uma faixa de uso consolidada na prática clínica.
Escolha padrão na fisioterapia — a onda alcança estruturas musculares e articulares mais densas.
- → Tendinopatias crônicas e agudas
- → Contraturas musculares e fibroses profundas
- → Lesões ligamentares e inflamação articular
A energia é absorvida mais rápido nas camadas superficiais — derme e tecido adiposo subcutâneo.
- → Gordura localizada
- → Fibroedema geloide (celulite)
- → Pós-operatório: equimoses e prevenção de fibrose
Lado a lado
Comparativo rápido
| Critério | 1 MHz | 3 MHz |
|---|---|---|
| Profundidade de ação | 3 a 5 cm | 1 a 2 cm |
| Tecido-alvo | Muscular e articular profundo | Derme e tecido adiposo subcutâneo |
| Uso mais comum | Fisioterapia musculoesquelética | Estética corporal e dermatofuncional |
| Exemplos | Tendinopatias, contraturas, fibroses profundas | Gordura localizada, fibroedema geloide, pós-operatório |
Na prática
Como decidir qual frequência usar
A escolha depende de dois fatores: a profundidade da estrutura a tratar e o objetivo do protocolo. Estruturas musculares e articulares profundas, ligadas à fisioterapia ortopédica, pedem 1 MHz. Protocolos estéticos corporais, voltados à pele e ao tecido adiposo, pedem 3 MHz.
Não é uma regra fechada: há exceções, como o uso de 3 MHz em estruturas superficiais na fisioterapia — tendões de mãos e punhos, por exemplo — e o uso pontual de 1 MHz em protocolos estéticos voltados a estruturas mais profundas.
Vale ter um equipamento com as duas frequências?
Para clínicas que atendem fisioterapia e estética, ou que querem ampliar o leque de protocolos sem multiplicar equipamentos, a solução mais prática é um aparelho com as duas frequências no mesmo transdutor — como o Sonopulse III. A clínica decide a frequência no momento do atendimento, sem depender de dois equipamentos separados.
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Sim. Embora 1 MHz seja a escolha padrão para estruturas profundas, 3 MHz é indicado quando a estrutura-alvo é superficial, como em pequenas articulações de mãos e punhos.
É menos comum, mas pode ser indicado em protocolos pontuais voltados a estruturas mais profundas. Na maioria dos protocolos estéticos corporais, 3 MHz é a frequência recomendada.
O principal risco não é de segurança, mas de eficácia: usar 3 MHz em uma estrutura profunda, ou 1 MHz em uma superficial, reduz a chance de a energia atingir o tecido-alvo.
Sim. Opera nas duas frequências, 1 e 3 MHz, no mesmo equipamento — permitindo atender fisioterapia e estética corporal sem precisar de dois aparelhos diferentes.
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